sábado, 3 de dezembro de 2011

Filmes antigos, parte 1.

De uns tempos para cá, me apaixonei por coisas antigas: filmes, imagens, e até roupas (vocês podem notar isso, inclusive, através da carinha nova do blog). E todas as vezes que assisto um filme do tipo, entro em um universo paralelo onde tudo é retrô e pastel, ou preto e branco.
Eu já postei uma recomendação de filme antigo (Sabrina, 1954) com a LINDA da Audrey Hepburn. E depois desse, assisti váááários outros. Vou postar aqui a listinha dos que já assisti :D

Gigi, com Leslie Caron, Maurice Chevalier e Louis Jordan. (Nesse Audrey não esteve, mas é perfeito da mesma maneira!)
Baseado em uma obra de Colette e dirigido por Vincente Minnelli; no filme, Gigi (interpretada por Leslie Caron) é uma jovem inquieta e levada que recebe aulas de etiqueta de uma tia sua. Gaston Lachaille, um solteiro super cobiçado de Paris se cansa de todas as garotas que convive, e aí nota em Gigi alguém totalmente diferente do que estava habituado. Gaston se decide por fazer Gigi a mulher de sua vida, e essa escolha mostrou-se difícil.
Gênero: Musical/Romance.
Duração: 119 minutos.
Origem: Estador Unidos.

Algumas imagens: 

Liiindos! 



Funny Face (Cinderela em Paris), de 1957, com Audrey Hepburn e Fred Astaire, dirigido por Stanley Donen.

Cinderela em Paris é um filme divertidíssimo e encantador. TUDO nele me deixou fascinada: as roupas, os cenários, as músicas, o roteiro...
Em Cinderela em Paris, Audrey interpreta Jo Stockton, uma balconista de uma livraria e Dick Avery (Fred Astaire) é um fotógrafo que trabalha para uma revista feminina (Quality Magazine), cuja editora é Maggie Prescott. Maggie sentia a necessidade de renovar a revista, a procura de um novo rosto que se diferenciasse de todos  os outros já vistos. E foi após um ensaio fotográfico em uma biblioteca, durante as revelações, que o rosto de Jo Stockton, inicialmente camuflada por suas roupas folgadas e seus cabelos desgrenhados, foi descoberto. Depois de alguma relutância, Maggie aceitou ter Jo como modelo, e Jo só concordou após saber que conheceria Emile Flostre, um intelectual com ideias idolatradas por ela. Mas em Paris, onde seria fotografada, as coisas não saem exatamente como foram planejadas. 
Gênero: Comédia/Romance
Duração: 103 minutos.
Imagens?

me digam se não é uma MARAVILHOSA? 


Bem, por hoje é só. Aguardem por mais posts com dicas de filmes antigos (:

Ah, uma prévia das peripécias de Audrey em Funny face: 

aloka! haha

Beijão e bom final de semana!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Página nova!



Criei um cantinho, lá naquela barrinha onde há: início, selos, etc... O nome é espaço da leitura, e lá pretendo postar livros que recomendo. Terá, ainda lá, um espaço com as recomendações de vocês. Para recomendar, é só mandar sua sugestão ao e-mail do blog. Estou esperando! 

Beijos e boa semana.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Indefinido, indefinível.

imagem do tema Edição Visual

Ela caminhava, hora apressada, hora extremamente devagar. Caminhava meio sem rumo, mergulhada em pensamentos, especulações; mergulhada em suas mentiras.
Ela sabia que não aguentaria um relacionamento, mas começou mesmo assim. Sabia que todas as vezes que dizia "desculpe-me, mudarei" estava com o pensamento em qualquer lugar, menos no momento.
Ela não foi feita para parar, permanecer, estagnar. 
Andava, esbarrava ora em alguém que a xingava, ora em alguém que apenas ria, mas ela não se importava. Nunca se importou.
Ao contrário do que se imaginava, ela teve uma infância feliz, recebeu carinho dos pais, cresceu tranquilamente e assim permaneceu. Mas odiava que a dissessem o que fazer, odiava que alguém quisesse controlá-la, e odiava quando permitia isso. 
Ainda assim, se envolveu com uma pessoa que queria mandar inclusive na maneira que se vestia. No início, não fazia diferença, era como qualquer outra pessoa. Depois, ela começou a ter sentimentos, sentimentos reais. Foi aí que ela percebeu que mesmo que houvessem sentimentos fortes envolvidos, não aguentaria vê-lo todos os dias e se deixar dominar. Não era a natureza dela.
Para não ferir, foi embora. Foi ferida, mas por si mesma. Devagar, tirou o braço dele de cima de seu colo e saiu da cama. Olhou-o uma última vez e deu um beijo suave em sua testa. 
Juntou suas poucas coisas espalhadas pelo apartamento, colocou em sua mochila e saiu. Alguns pingos de chuva molhavam seu rosto enquanto atravessava a avenida depressa. Correu para a estação mais próxima e  entrou em um metrô. Ela não sairia de lá tão cedo. 
Destino? Indefinido, indefinível, assim como ela.


Ele acordou e procurou-a ao seu redor. "Deve ter ido comprar algo para comer", pensou, mas algo em seus instintos dizia que ele não a veria. Nem naquele dia, nem em nenhum outro.

Por Luiza Mariana.

 terceiro lugar #96ª Edição Visual, Projeto Bloínquês.

sábado, 26 de novembro de 2011

Aleatoriedades.



Sou naturalmente desconfiada e capaz de passar minutos ou horas divagando sobre as intenções por trás de suas atitudes.
É estranho, mas é assim.
Durante a maior parte do tempo, sou cautelosa. Já feri e fui ferida demais com palavras enquanto agia de forma "sincera"; agi assim até descobrir que sinceridade sem o bom senso não leva a lugar algum.

Gosto de estar cercada de amigos, familiares, colegas, conhecidos. Mas só aqueles que me fazem bem, por favor.
Aquelas risadas longas e gostosas que você só consegue ter ou fazer ter com aquelas pessoas especiais.

Estudar todo o tempo me parece exagero. Posso estar errada ao pensar assim, mas acho que estudar faz parte da vida. A vida não é só estudar.

Sinto falta das brincadeiras de criança, dos meus amigos de infância e de algumas pessoas que costumo ver apenas uma vez por ano, mas que sempre conseguem me arrancar sorrisos ao lembrar do que passamos.

A saudade passa a ser, então, não um sentimento, mas um estado de espírito. Toma posse de mim por alguns segundos ou minutos e eu volto àqueles momentos em que tudo parecia mais intenso e eterno.

A eternidade deixa de ser um espaço de tempo e passa a ser um estado de espírito, também.
Dura o quanto você quer que dure.
Pode ser tempo demais.
Ou pode durar menos que se pretendia.

Ou a pretensão pode dar lugar à surpresa.

Já não compensa achar que se tem o domínio da própria vida; ela nos prega peças constantemente. Nos encanta ou assusta.
Só surpreende a quem permite ser surpreendido.

Admito que adoro ser cuidada. Quem não gosta, afinal? Ter alguém que pense em mim mesmo quando estou longe e incomunicável, sabe? Aquelas pessoas que mesmo meses depois da última conversa te mandam uma mensagem dizendo que sentem sua falta e que te amam. Aquelas que procuram te fazer rir apesar de tudo, ou por causa de tudo.
Admito que adoro estar na companhia delas, que me arrependi de ter me afastado de algumas e que preciso de mais pessoas assim em minha vida.
Ser positivo, racional, carinhoso, presente e um literal amigo não é para todos.

Eu aprecio os momentos que induzem reflexão.
Na verdade, creio que a reflexão é uma das poucas maneiras de percebermos o que se passa ao nosso redor, sem que sejamos tendenciosos.

Enfim, gosto do que me faz melhor, do que me faz rir. Do que me ensina.
Não do que somente aponta meus erros, mas do que os aponta e me mostra um meio de acertar.



" Não é que pensei outra coisa de gente grande? Esta é assim: tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito, porque não tem complicação. Coisa simples é lindo. E existe muito pouco. " Caio F. de Abreu.

Por Luiza Mariana.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...