sábado, 16 de novembro de 2013

Sobre sentimentos que mudam rápido.

 
weheartit

Antes de ontem eu me lamentava pelo fim do nosso relacionamento. Ainda ficava com os olhos cheios de lágrimas quando me acontecia algo e eu tinha vontade de falar contigo. Ainda ficava me lamentando e me perguntando o motivo pelo qual você terminou as coisas tão de repente.
Veja bem, meu amor, com isso já não me preocupo mais. Quando acontece algo, tenho vontade de rir e contar pra qualquer pessoa, menos pra você.
É isso que conseguiu agindo de maneira tão fria e estranha.
Você trocou um futuro que poderia ser até interessante por uma noitada envolvido com pessoas que provavelmente não conhecia.
Veja bem, meu bem. Não mais me interessa o que fez ou quer fazer, pois a frieza destroi bem rapidamente os bons sentimentos.
Não vou mais me lamentar.
Algumas coisas precisam sair da paisagem para que se possa enxergar outras.
Perdi você, mas ganhei o mundo.
Perdi você, mas posso enxergar melhor agora, sem as lágrimas turvando a minha visão.

E essa é só a verdade, nua e crua.



It's not that I'm lost...
I just don't wanna be found
And If I see you...
I'll wanna lose your face In the crowd.
FRANKMUSIK - Map


Update: Tem uma pessoa que tá fazendo comentários repetidamente insinuando coisas que obviamente não entende ou sabe. Gente, esse blog é meu, certo? Eu posto o que eu quiser, certo?
Não estou falando mal de ninguém, pra que pensar que tudo que eu posto é indireta?
Esse problema tá na cabeça de quem tá com paranoia, porque eu, realmente, nem perco tempo com esse tipo de atenção.
Saia do anônimo, por favor, que talvez você faça alguma diferença.  

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Recomendo: @mor, de Daniel Glattauer.

Boa noite, gente. Como vão?
O recomendo de hoje é de um livro que, basicamente, me reiniciou na leitura extra-medicina, por assim dizer. Há um bom tempo não começava e terminava um livro que não se relacionasse a doenças, fisiopatologias, diagnósticos, tratamentos e outras coisas do mundo da medicina. A verdade é que a rotina te suga de verdade, até que você não consegue ler mais nenhuma palavra médica sequer, nem que seja por alguns minutos.
Sei lá, talvez eu seja a única, ou não.
Não que eu não me interesse pelo curso que escolhi. Na verdade, é o exato oposto. Mas me sinto exausta às vezes, e minha distração já não estava mais em livros, como antigamente. Nem no blog. Estava assistindo muitas séries (grey's anatomy, pretty little liars, the vampire diaries, revenge, etc). Mas ontem, enquanto olhava uma pilha de livros no canto de uma prateleira, lembrei porque comprei esse "@mor", e peguei despretensiosamente.
Comecei a ler e não consegui parar. Pode ser um pouco irresponsável num final de período em que eu não estou exatamente dando um show com as notas, mas eu precisava disso. Precisava ler uma história, me identificar com as personagens, ou criticá-las. E nesse caso, me identifiquei.

Vamos então aos dados, sinopse e minha opinião? 
Título: @mor
Autor: Daniel Glattauer
184 páginas
Editora: Suma de letras


Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Ela é casada; ele ainda está digerindo o fracasso de seu último relacionamento - e nada como a curiosidade, instigada por frases bem-encadeadas numa caixa postal eletrônica, para que os dois se esqueçam dos obstáculos e sejam impelidos a marcarem um encontro. Mas a expectativa é uma faca de dois gumes, trazendo o medo de que a realidade não esteja à altura da fantasia.

O que achei: No início estranhei a escrita do livro: é como se estivéssemos na caixa de entrada dos e-mails de Leo e Emmi! Sempre gostei muito dos livros cheios de descrições, conversas, expressões e tudo mais, mas me surpreendi com esse. Muito bem escrito, e desde o início da história me imaginei no lugar de Emmi. Muito intrigante, e sempre que fechava o livro por preguiça (alguns e-mails são muito grandes!), reabria e terminava, ao menos, o e-mail que parecia não ter fim.
É muito divertido, e adorei essa ideia. Há uma continuação desse: Emmi e Leo - A sétima onda. 
E, pelo que entendi, há um título alternativo para @mor: "Quando sopra o vento norte", uma referência a uma parte bem interessante do livro.
Ah, sim... Me identifiquei porque em uma fase da minha vida (ainda bem que foi uma fase) eu me comunicava loucamente nas redes sociais, e fiz grandes amizades com pessoas que nunca vi.
Tem um que converso até hoje, e deve ter uns sete anos. Enfim, não julguem. Às vezes as coisas dão certo. Temos uma amizade legal e, como no livro, já nos perguntamos o que aconteceria se nos víssemos.Anyway...

Agora, achei uma parte (não revela nada que não queiram saber antes de ler), e achei engraçada:

Cinco horas depois
Re: 
Você já está em casa ou ainda no bar forrado de plush?
Boa noite, 
Emmi

Quatro minutos depois
Fw: 
Já estou em casa. Esperei até que Emmi finalmente me controlasse. Então, agora, posso dormir sossegado. Como amanhã cedo eu já estarei na rua, desejo a você e sua família uma agradável semana de esqui. 
Boa noite. A gente se lê! 
Leo

Três minutos depois
Re:
Você está de pijama?
Boa noite, 
E.

Dois minutos depois
Fw: 
Você por acaso dorme nua?
Boa noite,
L.

No mais, não acho que caiba em algum gênero específico. Esse livro tem drama, romance, mas, acima de tudo, comédia. Mas não aquela comédia óbvia. É um daqueles tipos de comédia despretensioso. É tão relaxado que parece algo que eu, ou você, leitor(a), poderia dizer a qualquer momento.
Por relaxado não quis dizer "mal feito" ou "preguiçoso". Quis dizer "cheio de simplicidade". Acho que é a maneira do autor de escrever.
Gostei muito!

E é isso. Alguém aí já leu, ou quer ler? 

Beijos e até mais!

Sem título, porque sim.

Olá, pessoal.
Alguns podem ter se perguntado... e hoje respondo: sim, ainda estou viva. No dia seguinte do falecimento do meu avô (tirei uns sentimentos guardados enquanto escrevia e simplesmente postei) minha avó faleceu. Não eram marido e mulher, mas se conheciam bem o bastante para que ela ficasse triste demais com a ida dele. Ela já estava doente há um tempo, mas melhorou.
Horas antes de falecer falou com todos os filhos que atenderam seu telefonema. Foi um choque grande, porque conversei bastante com ela e achei que ela estava bem feliz.
obs: ela não estava na minha cidade. Tenho uns familiares em SP e ela foi pra lá passear, passou mal, e esteve internada desde então.
Daí a notícia chegou.
Eu chorei coisas que nem sabia que ainda existiam pra chorar. Sofri por um tempo, e cá estou depois de um bom tempo, muitas lágrimas e uma dorzinha que não queria passar.
Mas passou. Tem que passar, né?
Tudo o que eu disser sobre morte sem usar palavras pesadas vai parecer clichê. Mas só é clichê porque é verdade repetida.
Eu precisei deixar que eles se fossem. E eu acho que deixei.
Bem, não vou postar nada animado nesse post porque não acho adequado. Mas comecei a ler um livro ontem e "tive" que terminar hoje, e, para minha surpresa, minha primeira vontade foi correr para a frente do notebook e escrever pra quem quer que ainda leia o blog.
Então no próximo post, que sai já já, tem um da tag recomendo.
Até já!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Pro senhor, vô.

José Silvino Cavalcante, o nome de um grande homem que tenho a honra de poder chamar de "meu vô". Rústico, mas ainda assim carinhoso à sua maneira. Um belo contador de histórias, um marido que adorava cutucar a minha avó com piadas que ele sabia que não tinham graça, mas que ela riria sozinha mais tarde.
Um homem que deixou um grande vazio na nossa família com a sua partida tão repentina e assustadora. Vô, cada ano seu nessa terra valeu a pena. O senhor deixou pra trás amigos, família, e o amor da sua vida, mas está num lugar muito melhor onde pode ter tudo disso e mais um pouco.
O senhor foi e deixou essa lacuna estranha no meu dia, deixou essa impressão de que falta um grande pedaço de mim, e olha que a gente tinha conversas de pouquíssimas palavras, mas muitas risadas.
O senhor foi um homem forte, criou e formou uma grande família, família essa que hoje se despediu do senhor com tamanha dor no coração que não consigo nem traduzir em palavras.
O senhor que dava conselhos brincalhões, que era amado por todos, que era o senhor mais engraçado que já vi nessa vida.
 Espero que o senhor entenda que não vai ser fácil te deixar ir de verdade, vô. É muito amor pra caber em um corpo humano. Ainda transbordamos cada vez que alguém cita o seu famoso apelido: "boa viagem".
E foi isso que sua jornada na terra foi: uma boa viagem. E é isso que o senhor está fazendo, enquanto nos despedimos chorosos, mas sábios de que está indo para um lugar infinitamente melhor.

Nunca te disse isso em vida vô, mas eu te amo muito. Muito mais do que cabe em mim. Muito mais do que eu jamais conseguiria explicar.
Assinado: Luiza, sua neta que lhe dava umas dores de cabeça sempre que pedia pro senhor voltar pra casa porque esquecia algo.
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